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Empatia é decisiva para ingresso no novo mercado de trabalho, diz professor

Tema foi debatido na miniconferência sobre os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho

 

Na tarde desta última quinta (29), o 12º Connepi recebeu mais uma miniconferência em sua programação. O tema do encontro foi "Inteligência Artificial e seu impacto no mercado de trabalho", conduzido por Luciano Cabral, professor de Informática do campus Jaboatão do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). 

Segundo Luciano, quando se fala em inteligência artificial, o cenário hoje traz um forte investimento de países desenvolvidos. O Brasil, porém, ainda carece de investimentos e profissionais qualificados. Nesse contexto, a transformação digital permitiu a democratização do conhecimento, antes restrito a ambientes acadêmicos e grupos especializados. "Observar a tecnologia como inimiga é falho. Devemos sim aproveitar o que ela tem de melhor para nos oferecer", ressalta o professor. Ele cita exemplos práticos desse novo contexto tecnológico, como o de lojas de varejo online, em que o cliente faz a compra a partir de um aplicativo do seu smartphone, e os drones, que fazem a entrega de pedidos online em até 30 minutos no endereço do comprador. 

Com relação aos impactos no mercado de trabalho, Cabral citou o resultado do relatório "O Futuro dos trabalhos", apresentado nesse ano no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que estima que em menos de dois anos haverá queda de mais de 7,1 milhões de empregos graças a mudanças no mercado. Em contrapartida, outros 2 milhões de vagas serão criadas em áreas relacionadas à tecnologia e à computação. No saldo, 5 milhões de empregados a menos. "O futuro desse trabalho está baseado nos pilares do trabalho remoto, pois cada vez mais as pessoas não se deslocarão de casa para fazer suas atividades, da terceirização, da automação e da análise de dados, esta da qual surge a profissão de analista ou cientista de dados", pontua. 

O professor expõe ainda que a velocidade tecnológica já preocupa autoridades mundiais. "Em minha visão, em poucas décadas, só terão sobrevivido aqueles empregos que exigem criatividade e uma boa dose de empatia. Atente para o trabalho que faz ou que vislumbra fazer em um futuro próximo. Inteligência emocional, pensamento estratégico e empatia são questões complexas para a Inteligência Artificial e que serão decisivas para se firmar nesse novo mercado", enfatiza Luciano. 

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